Nesse meu peito moleque
Escondido tenho um leque
De aventuras colossais
Minha pele é quase "black"
Sou zagueiro e sou beque
E muito mais
Quando o samba vira breque
Reco-reco reco-reque
Pois é tudo carnaval
E sem mais salamaleque
Beijo o copo e a mulher, que
Eu sou normal
Mas você fica tristonha
Molha e salga sua fronha
Diz que tá tudo ruim
Se viajo a serviço
Me acusa de sumiço
E - ai de mim!
Meu amor, por mais que eu peque
Seu olhar me dá um xeque
E eu volto à razão
Diga ao seu pranto que seque
Que, no fundo, o meu pileque
É de paixão.
Composta (letra e música) em João Pessoa/PB, para o sambista João Nogueira, durante turnê que fiz com ele pelo país.
sexta-feira, 20 de maio de 1988
Peito moleque
domingo, 16 de agosto de 1987
Anjo elétrico
Alma que toca minh'alma
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
sexta-feira, 22 de maio de 1987
Rapto mútuo
São seis e meia, e já é noite caída.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
sábado, 18 de abril de 1987
Doce oscilação
Ar que passa leve e leva a dor
Perfume flutuante
Cidade do fundo interior
Relógio repousante
Sal que sinto gosto e gosto em ti
Abraço cativante
Silêncio que busco e quero ouvir
Acorde dominante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce oscilação faz-me em redor
Bem que é impulso e pulsará
Estrela cintilante
Beleza, mistério que sempre existirá
Passagem dissonante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Doce oscilação faz-me em redor
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Composta (letra e música) em Belo Vale/MG.
Perfume flutuante
Cidade do fundo interior
Relógio repousante
Sal que sinto gosto e gosto em ti
Abraço cativante
Silêncio que busco e quero ouvir
Acorde dominante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce oscilação faz-me em redor
Bem que é impulso e pulsará
Estrela cintilante
Beleza, mistério que sempre existirá
Passagem dissonante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Doce oscilação faz-me em redor
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Composta (letra e música) em Belo Vale/MG.
sábado, 27 de dezembro de 1986
País dos anjos
Ontem, com certeza, passei a noite contigo. Acordei novamente com aquela sensação de ter voltado do país dos anjos, e a impressão de que seu rosto estava ali, ao meu lado, vigiando meu despertar.
Letra e música de Flávio Fonseca
Letra e música de Flávio Fonseca
domingo, 12 de outubro de 1986
Tanta, tanta
Tanta, tanta, tanta, tanta
Tanta assim
Eu nunca pensei que fosse
Ter em mim
Essa sensação
De alma e coração
Que me faz
Tão
Feliz
Cristo, eu quis paz
Eu, que nada fiz
E tive muito mais
E ainda bis:
Feliz
Demais!
Cristo, eu só quis paz
Tal quase a de Assis
Tal qual dos serviçais
E tive mais
Eu tive
Cris
Cristo, eu quis paz...
E me deste
Tanta, tanta, tanta, tanta
Tanta assim
Que mais do que isso
Só o céu sem fim
Essa imensidão
Essa emoção
Meus olhos
São
Quem diz.
Letra e música de Flávio Fonseca
Tanta assim
Eu nunca pensei que fosse
Ter em mim
Essa sensação
De alma e coração
Que me faz
Tão
Feliz
Cristo, eu quis paz
Eu, que nada fiz
E tive muito mais
E ainda bis:
Feliz
Demais!
Cristo, eu só quis paz
Tal quase a de Assis
Tal qual dos serviçais
E tive mais
Eu tive
Cris
Cristo, eu quis paz...
E me deste
Tanta, tanta, tanta, tanta
Tanta assim
Que mais do que isso
Só o céu sem fim
Essa imensidão
Essa emoção
Meus olhos
São
Quem diz.
Letra e música de Flávio Fonseca
domingo, 22 de junho de 1986
Dos meus amigos
Teu cabelo anda tão desarrumado
Vi inícios de olheiras em teu rosto
Tenho gosto em te ver menos calado
Ao teu lado, encontrar-te mais disposto.
Valeria repetir-te muitas vezes
Que um beijo une, ordinariamente,
E se é quente, tanto mais se leva meses
Longos meses pra esquecer completamente...
Mas termina-se um dia a espera
E distante de tudo, eu prometo
Nesses tempos acres, te animar
Selo nossa parceria sincera
Doravante é teu este soneto
Quero ouvir-te falar com outro ar.
Letra e música de Flávio Fonseca
Acabei de fazer esta música há uma hora e meia.
Nela me coloco na posição de meus amigos, me dizendo coisas numa fase em que eu estava muito baixo-astral e precisando deles.
Na letra estão escondidos os nomes de oito deles (dez, na verdade) que foram muito importantes nesta fase, por terem dito o que a letra diz, ou simplesmente por estarem por perto. Naturalmente, não deu pra citar todos. Os citados foram (ordem alfabética): Alarcon, Cristiane, Dora, Júnior (o Aroldo e o Ronaldo), Luanda, Marcelo, Valéria (a Fajardo e a Fontenelle) e Vinícius.
Dedico a música a todos os não citados (Simoninha, Ana Maria, Duda, Flôr, Simone Néri, Lilian, Hosana...).
Vi inícios de olheiras em teu rosto
Tenho gosto em te ver menos calado
Ao teu lado, encontrar-te mais disposto.
Valeria repetir-te muitas vezes
Que um beijo une, ordinariamente,
E se é quente, tanto mais se leva meses
Longos meses pra esquecer completamente...
Mas termina-se um dia a espera
E distante de tudo, eu prometo
Nesses tempos acres, te animar
Selo nossa parceria sincera
Doravante é teu este soneto
Quero ouvir-te falar com outro ar.
Letra e música de Flávio Fonseca
Acabei de fazer esta música há uma hora e meia.
Nela me coloco na posição de meus amigos, me dizendo coisas numa fase em que eu estava muito baixo-astral e precisando deles.
Na letra estão escondidos os nomes de oito deles (dez, na verdade) que foram muito importantes nesta fase, por terem dito o que a letra diz, ou simplesmente por estarem por perto. Naturalmente, não deu pra citar todos. Os citados foram (ordem alfabética): Alarcon, Cristiane, Dora, Júnior (o Aroldo e o Ronaldo), Luanda, Marcelo, Valéria (a Fajardo e a Fontenelle) e Vinícius.
Dedico a música a todos os não citados (Simoninha, Ana Maria, Duda, Flôr, Simone Néri, Lilian, Hosana...).
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