Em 4/5/2020, desejei feliz aniversário ao meu amigo Tarcísio Lima, em grupo do WhatsApp.
Ele me respondeu em versos, no dia 8:
obrigado, meu querido flávio!
honra-me o conhecimento prévio
convosco, cuja luz me faz lívio!
babando, este vosso irmão pacóvio,
de elogios vos mata em dilúvio!...
Não me contive, e repliquei também:
Uau!
És poeta 24/7,
Não consigo entender como és tanto!
Assim como nas palavras és mestre,
Pela música tu'alma reflete
O espírita e, sim, o Esperanto!
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sexta-feira, 8 de maio de 2020
sábado, 18 de janeiro de 2003
Mil momentos
Quando o sol
Se recolhe pra lá do horizonte
Quase sempre esquece pra trás
Alguns raios de luz e calor
E assim
Por alguns preciosos instantes
Todo o céu se enfeita ainda mais
Se cobrindo de lindo rubor
E uma festa se instala no firmamento
Mas é uma festa triste
Até as nuvens sabem que é o fim do dia
E a alegria
Só resiste
Enquanto a lua brilha seu lamento
Se você
Se recolhe pra lá dos meus olhos
Quase sempre esquece em mim
Alguns raios do mais puro amor
E então
Por alguns dolorosos anseios
Todo o meu coração quer um sim
Contraindo um imenso torpor
E uma festa se espalha no pensamento
Mas é uma festa triste
Até meu corpo sabe que você é tudo
E a paz, contudo
Só insiste
Pois a lembrança dura mil momentos.
Letra e música de Flávio Fonseca
Se recolhe pra lá do horizonte
Quase sempre esquece pra trás
Alguns raios de luz e calor
E assim
Por alguns preciosos instantes
Todo o céu se enfeita ainda mais
Se cobrindo de lindo rubor
E uma festa se instala no firmamento
Mas é uma festa triste
Até as nuvens sabem que é o fim do dia
E a alegria
Só resiste
Enquanto a lua brilha seu lamento
Se você
Se recolhe pra lá dos meus olhos
Quase sempre esquece em mim
Alguns raios do mais puro amor
E então
Por alguns dolorosos anseios
Todo o meu coração quer um sim
Contraindo um imenso torpor
E uma festa se espalha no pensamento
Mas é uma festa triste
Até meu corpo sabe que você é tudo
E a paz, contudo
Só insiste
Pois a lembrança dura mil momentos.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 19 de maio de 2000
Os mesmos
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes estou lá e você fica aqui
E outras vezes fico e você vai pra lá.
O bom é quando juntos rimos por ali
Ou uma vida inteira nós passamos cá.
Às vezes a penumbra nos faz hesitar
E outras vezes tudo é claro como a paz,
Mas, conscientemente ou sem vislumbrar,
Sentimos que o sentido é viver demais.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes sou seu filho, cresço em seu calor,
E outras vezes sou seu pai ou seu irmão.
Amigos ou amantes temos muito amor,
Os mesmos sentimentos, mesma direção.
Às vezes te ensino coisas que eu sei
E outras vezes tantas tenho que aprender.
E nisso tudo nosso pensamento é lei,
Mantendo a gente unidos mesmo sem se ver.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
Aqui ou no além
Sempre contigo eu estou.
Letra e música de Flávio Fonseca
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes estou lá e você fica aqui
E outras vezes fico e você vai pra lá.
O bom é quando juntos rimos por ali
Ou uma vida inteira nós passamos cá.
Às vezes a penumbra nos faz hesitar
E outras vezes tudo é claro como a paz,
Mas, conscientemente ou sem vislumbrar,
Sentimos que o sentido é viver demais.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes sou seu filho, cresço em seu calor,
E outras vezes sou seu pai ou seu irmão.
Amigos ou amantes temos muito amor,
Os mesmos sentimentos, mesma direção.
Às vezes te ensino coisas que eu sei
E outras vezes tantas tenho que aprender.
E nisso tudo nosso pensamento é lei,
Mantendo a gente unidos mesmo sem se ver.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
Aqui ou no além
Sempre contigo eu estou.
Letra e música de Flávio Fonseca
sábado, 30 de outubro de 1999
Cara de lã, cara de pão
(A menina)
Eu tenho uma boneca
Com corpo de maçã
Cabelos no arrepio
Cheirinho de hortelã
Os olhos da boneca
São feitos de avelã
Seu beijo é tão macio
Pois tem cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Abraço ela de noite
Não largo de manhã
Eu gosto tanto dela
Que nem fosse irmã
A gente sonha junto
Com fada e com galã
Na hora da novela
Só dá cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
(O menino)
Eu tenho um boneco
Com corpo de melão
Cabelos de palito
E cheiro de dragão
Os olhos do boneco
São feitos de feijão
Seu jeito é esquisito
Pois tem cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Mas todo dia a gente
Se curte de montão
Pois ele, mesmo feio,
Também é meu irmão
A gente aprende junto
Estuda a lição
Na hora do recreio
Só dá cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Letra e música de Flávio Fonseca
Eu tenho uma boneca
Com corpo de maçã
Cabelos no arrepio
Cheirinho de hortelã
Os olhos da boneca
São feitos de avelã
Seu beijo é tão macio
Pois tem cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Abraço ela de noite
Não largo de manhã
Eu gosto tanto dela
Que nem fosse irmã
A gente sonha junto
Com fada e com galã
Na hora da novela
Só dá cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
(O menino)
Eu tenho um boneco
Com corpo de melão
Cabelos de palito
E cheiro de dragão
Os olhos do boneco
São feitos de feijão
Seu jeito é esquisito
Pois tem cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Mas todo dia a gente
Se curte de montão
Pois ele, mesmo feio,
Também é meu irmão
A gente aprende junto
Estuda a lição
Na hora do recreio
Só dá cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Letra e música de Flávio Fonseca
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Seguindo
Sim, eu só quero dizer que te amei
E que com isso fui eu que ganhei
Pois o que ama se sente melhor
Quem mais ama se torna maior
E eu amei tanto que hoje eu amo mais
Caminhando e seguindo a vida em paz
Quanto ao perdão, é difícil dizer que perdoei,
Pois hoje em dia nem lembro o que foi que penei
Por isso me perdoe, mas não quero revidar
Na verdade eu prefiro caminhar.
Letra e música de Flávio Fonseca.
Escrita ao estilo da música "Caminhemos", de Herivelto Martins, em resposta à música "Vingança", de Lupicínio Rodrigues.
E que com isso fui eu que ganhei
Pois o que ama se sente melhor
Quem mais ama se torna maior
E eu amei tanto que hoje eu amo mais
Caminhando e seguindo a vida em paz
Quanto ao perdão, é difícil dizer que perdoei,
Pois hoje em dia nem lembro o que foi que penei
Por isso me perdoe, mas não quero revidar
Na verdade eu prefiro caminhar.
Letra e música de Flávio Fonseca.
Escrita ao estilo da música "Caminhemos", de Herivelto Martins, em resposta à música "Vingança", de Lupicínio Rodrigues.
sábado, 30 de agosto de 1997
O ponto de partida da emoção
Minha amiga,
todos nós somos pontinhos,
pequeninhos,
mas que guardam coração,
qual semente,
que parece esquecida,
mas é vida
preparando a explosão
comovida,
pois que brilha e que sente
como a gente
que irradia vibração
(precisamos
ver com naturalidade
a verdade
que envolve esta questão).
Nós amamos,
mesmo sem ter explodido,
e contidos
numa má situação;
e há seres
com tamanha exuberância,
numa ânsia
de mostrar o que não são,
numa briga
que não levará a nada,
qual pancada
que se dá em furacão,
e pensando
que viver em outro nível
é possível
sem amor e união...
E só quando,
já cansados e sedentos
de momentos
de real evolução,
perceberem
que não há nada lá fora,
eis a hora
de dar nossa opinião.
E diremos,
nós que já fomos cansados,
escoltados
pela nossa solidão,
que devemos
ver em nós nossos caminhos:
os pontinhos
de partida da emoção.
Para a poetisa Áurea Lúcia
todos nós somos pontinhos,
pequeninhos,
mas que guardam coração,
qual semente,
que parece esquecida,
mas é vida
preparando a explosão
comovida,
pois que brilha e que sente
como a gente
que irradia vibração
(precisamos
ver com naturalidade
a verdade
que envolve esta questão).
Nós amamos,
mesmo sem ter explodido,
e contidos
numa má situação;
e há seres
com tamanha exuberância,
numa ânsia
de mostrar o que não são,
numa briga
que não levará a nada,
qual pancada
que se dá em furacão,
e pensando
que viver em outro nível
é possível
sem amor e união...
E só quando,
já cansados e sedentos
de momentos
de real evolução,
perceberem
que não há nada lá fora,
eis a hora
de dar nossa opinião.
E diremos,
nós que já fomos cansados,
escoltados
pela nossa solidão,
que devemos
ver em nós nossos caminhos:
os pontinhos
de partida da emoção.
Para a poetisa Áurea Lúcia
sábado, 30 de março de 1996
Onde quer que eu vá
Vou viajar
Voar sobre o mar
Eu vou passear
Levando meu coração
E então vou amar
Onde quer que eu vá
Vou levar minha voz
Porque nós somos feitos de som
É tão bom!
Vou tocar, vou cantar
O meu Brasil
Onde quer que eu vá.
Escrita sobre música de Rubens Holzmann.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Voar sobre o mar
Eu vou passear
Levando meu coração
E então vou amar
Onde quer que eu vá
Vou levar minha voz
Porque nós somos feitos de som
É tão bom!
Vou tocar, vou cantar
O meu Brasil
Onde quer que eu vá.
Escrita sobre música de Rubens Holzmann.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
terça-feira, 12 de março de 1996
Asa delta
Voar
Sem razão pra temer
Só pelo prazer que dá
Reviravoltar no ar
Não há
Sensação de não ser
Quase não querer voltar
Desse doce volitar
Em paz
— Deixa o corpo dormir! —
E qual asa delta
Sentir-se leve
Escrita sobre música de Josué Bueno.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Gravada pela cantora Vanja Santos, no CD Virtual Bossajazzsamba, na Dinamarca.
Sem razão pra temer
Só pelo prazer que dá
Reviravoltar no ar
Não há
Sensação de não ser
Quase não querer voltar
Desse doce volitar
Em paz
— Deixa o corpo dormir! —
E qual asa delta
Sentir-se leve
Escrita sobre música de Josué Bueno.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Gravada pela cantora Vanja Santos, no CD Virtual Bossajazzsamba, na Dinamarca.
domingo, 10 de março de 1996
Bola na parede
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
quarta-feira, 24 de novembro de 1993
Ver
Quero ver
Flores verdes a conceber
Calmos frutos a reverter
As marés do acontecer
A fiar, tecer
Posso ver
Um futuro além do ser,
Luzes novas a rebentar,
Irromper, brotar
Recomeçar
Luz planalto
Ar pulsante
Azul amor
Sonho ver
Ecológicas mansidões
Paraísos, imensidões
Céus e nuvens nos corações
E por gerações
Ouso ver
A cidade gerando sons
Dia-a-dia a construir
Definir, sentir
Pra onde ir.
Letra e música de Flávio Fonseca
Flores verdes a conceber
Calmos frutos a reverter
As marés do acontecer
A fiar, tecer
Posso ver
Um futuro além do ser,
Luzes novas a rebentar,
Irromper, brotar
Recomeçar
Luz planalto
Ar pulsante
Azul amor
Sonho ver
Ecológicas mansidões
Paraísos, imensidões
Céus e nuvens nos corações
E por gerações
Ouso ver
A cidade gerando sons
Dia-a-dia a construir
Definir, sentir
Pra onde ir.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 8 de outubro de 1993
Devo ir por um caminho
onde não se vai a esmo
(quem quiser que me imite):
inscrever-me assim sozinho
num duelo sem limite:
duelar comigo mesmo.
onde não se vai a esmo
(quem quiser que me imite):
inscrever-me assim sozinho
num duelo sem limite:
duelar comigo mesmo.
quinta-feira, 21 de março de 1991
Ruído branco
Junta teus momentos,
O riso e a dor,
No moedor, e toma,
Sinta os sentimentos,
O bom e o mau,
No vendaval, e doma.
E saiba
Que tudo é uma coisa só,
Molécula viva do mesmo pó,
Que vai
Balançando no éter-paz,
Num tempo onde o tempo não passa mais.
Gira o arco-íris
De cor ou de som
E o branco tom é soma.
Segue teus porvires,
Sai fora de si,
Já e aqui é coma.
Cresçamos,
Qualquer hora ou lugar,
Porque inexistem agora e cá.
E vamos,
Que tudo nos faz crescer,
O fim do infinito é não morrer.
Musicado por Flávio Fonseca em 8/9/91.
O riso e a dor,
No moedor, e toma,
Sinta os sentimentos,
O bom e o mau,
No vendaval, e doma.
E saiba
Que tudo é uma coisa só,
Molécula viva do mesmo pó,
Que vai
Balançando no éter-paz,
Num tempo onde o tempo não passa mais.
Gira o arco-íris
De cor ou de som
E o branco tom é soma.
Segue teus porvires,
Sai fora de si,
Já e aqui é coma.
Cresçamos,
Qualquer hora ou lugar,
Porque inexistem agora e cá.
E vamos,
Que tudo nos faz crescer,
O fim do infinito é não morrer.
Musicado por Flávio Fonseca em 8/9/91.
sexta-feira, 17 de agosto de 1990
Caro irmão Ricardo,
ouve um pouco agora:
desta nova vida
sem lugar e hora;
desta luz querida
onde hoje ardo;
eu te falo um pouco.
Teu trabalho é belo,
teu esforço é nobre;
eu porém apelo:
tanto não se cobre,
nem se faça rouco,
use de mais calma.
Tudo tem seu tempo,
nada vem à toa;
não insista além, pois
toda ação ecoa
dentro de tu'alma,
meu querido mano.
Não se martirize,
se o que não entende
taxa como crise
o que d'arte pende;
mais um tolo engano
dos que há na Terra.
Mais importa a lenda
do criar infindo;
mais importa a senda
que procura o lindo,
e que nunca erra
se houver carinho.
O amor é guia,
tua fé é base;
ama e confia,
pois tudo é fase
neste teu caminho
em busca do certo.
Muito obrigado
pelo teu talento,
pelo abraço dado
com o pensamento.
Teu irmão.
Comentário em 14/10/2010:
Lembro-me vagamente. Eu estava na casa do Ricardo Movits, Cristina estava comigo. Não lembro o que conversávamos. Em dado momento, pedi a ele papel e caneta. Com certa urgência, eu diria. E escrevi. Obs: o nome do irmão então já falecido do Ricardo era Roberto.
Dois dias depois, o Ricardo responde:
Caro irmão Roberto,
Muito te agradeço
Pela inspiração;
Por esse começo
Da nova missão.
Sei que estás por perto
E por isso eu digo:
Tua luz me guia
Na minha loucura;
Rimas na poesia,
Cores na pintura;
Marcas do amigo
Que tanto te ama.
Tento registrar
Todo sentimento;
Sempre te beijar
Através do vento,
Que soprando chama
E me diz no ouvido:
Siga a busca eterna
Através da arte,
Do céu à caverna
Encontre a parte
De um mundo perdido
Nas separações.
Entre o não e o sim
Fico equilibrado,
Mas dentro de mim
Sei que estou errado,
Nas limitações
De uma idéia pura.
Pois a união
É universal.
Entre o sim e o não
Existe o real;
Parte da aventura
Que comigo guardo.
Conto com a beleza
Transmutada em paz,
Conto com a certeza
De ser sempre capaz.
Teu irmão.
Ricardo Movits
19 - 08 - 1990
ouve um pouco agora:
desta nova vida
sem lugar e hora;
desta luz querida
onde hoje ardo;
eu te falo um pouco.
Teu trabalho é belo,
teu esforço é nobre;
eu porém apelo:
tanto não se cobre,
nem se faça rouco,
use de mais calma.
Tudo tem seu tempo,
nada vem à toa;
não insista além, pois
toda ação ecoa
dentro de tu'alma,
meu querido mano.
Não se martirize,
se o que não entende
taxa como crise
o que d'arte pende;
mais um tolo engano
dos que há na Terra.
Mais importa a lenda
do criar infindo;
mais importa a senda
que procura o lindo,
e que nunca erra
se houver carinho.
O amor é guia,
tua fé é base;
ama e confia,
pois tudo é fase
neste teu caminho
em busca do certo.
Muito obrigado
pelo teu talento,
pelo abraço dado
com o pensamento.
Teu irmão.
Comentário em 14/10/2010:
Lembro-me vagamente. Eu estava na casa do Ricardo Movits, Cristina estava comigo. Não lembro o que conversávamos. Em dado momento, pedi a ele papel e caneta. Com certa urgência, eu diria. E escrevi. Obs: o nome do irmão então já falecido do Ricardo era Roberto.
Dois dias depois, o Ricardo responde:
Caro irmão Roberto,
Muito te agradeço
Pela inspiração;
Por esse começo
Da nova missão.
Sei que estás por perto
E por isso eu digo:
Tua luz me guia
Na minha loucura;
Rimas na poesia,
Cores na pintura;
Marcas do amigo
Que tanto te ama.
Tento registrar
Todo sentimento;
Sempre te beijar
Através do vento,
Que soprando chama
E me diz no ouvido:
Siga a busca eterna
Através da arte,
Do céu à caverna
Encontre a parte
De um mundo perdido
Nas separações.
Entre o não e o sim
Fico equilibrado,
Mas dentro de mim
Sei que estou errado,
Nas limitações
De uma idéia pura.
Pois a união
É universal.
Entre o sim e o não
Existe o real;
Parte da aventura
Que comigo guardo.
Conto com a beleza
Transmutada em paz,
Conto com a certeza
De ser sempre capaz.
Teu irmão.
Ricardo Movits
19 - 08 - 1990
segunda-feira, 2 de abril de 1990
Tema do chapéu
Você pode pegar o chapéu que quiser
Você pode pegar o chapéu que quiser
Mas cuidado, olhe bem, pense bem o que é que você vai fazer
Você pode pegar qualquer um
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Veja bem o chapéu que você vai pegar
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Você pode pegar o chapéu que quiser
A escolha é sua, errada ou certa, você é que faz
Você pega o chapéu que quiser.
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
Você pode pegar o chapéu que quiser
Mas cuidado, olhe bem, pense bem o que é que você vai fazer
Você pode pegar qualquer um
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Veja bem o chapéu que você vai pegar
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Você pode pegar o chapéu que quiser
A escolha é sua, errada ou certa, você é que faz
Você pega o chapéu que quiser.
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
Lobos
A garota não tem saída,
A garota vai ser comida
E ninguém vai vir pra salvar!
Sou esperto e bem malandro,
Ninguém foge do meu abraço,
Eu seduzo, engano e caço.
A garota lá vem cantando
E nem sabe que vou atacar.
Que menina engraçadinha,
Que passeia assim sozinha,
Distraída e sem me ver!
A floresta é tão bonita,
Aqui mora a Natureza,
Verde ver e rever beleza,
Vem o vento e o verde agita...
(O que é mesmo que eu ia fazer?)
Acontece que eu sou um lobo
E não posso bancar o bobo,
A menina eu vou comer.
Isto aqui é uma floresta,
Lobo come menina viva,
Eu não tenho alternativa,
Me desculpem, mas só me resta
Direitinho cumprir meu dever.
Pode entrar, a floresta é bela,
O caminho é melhor por ela
E eu estou aqui pra ajudar!
Posso te proteger de tudo,
Pois conheço os mil perigos,
Todos bichos são meus amigos,
Eu serei aqui seu escudo!
(Mas depois eu vou te devorar!)
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
A garota vai ser comida
E ninguém vai vir pra salvar!
Sou esperto e bem malandro,
Ninguém foge do meu abraço,
Eu seduzo, engano e caço.
A garota lá vem cantando
E nem sabe que vou atacar.
Que menina engraçadinha,
Que passeia assim sozinha,
Distraída e sem me ver!
A floresta é tão bonita,
Aqui mora a Natureza,
Verde ver e rever beleza,
Vem o vento e o verde agita...
(O que é mesmo que eu ia fazer?)
Acontece que eu sou um lobo
E não posso bancar o bobo,
A menina eu vou comer.
Isto aqui é uma floresta,
Lobo come menina viva,
Eu não tenho alternativa,
Me desculpem, mas só me resta
Direitinho cumprir meu dever.
Pode entrar, a floresta é bela,
O caminho é melhor por ela
E eu estou aqui pra ajudar!
Posso te proteger de tudo,
Pois conheço os mil perigos,
Todos bichos são meus amigos,
Eu serei aqui seu escudo!
(Mas depois eu vou te devorar!)
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
sexta-feira, 30 de março de 1990
Chapéus
Nós somos os chapéus
Que cabem em você
Você pensa e diz que não, não, não
Você pensa e diz que sim, sim, sim
Eu sou uma menina
Que não responde ninguém mal
Eu sei ouvir conselhos
Eu me comporto e sou legal.
Eu sou uma gatinha
Bem bronzeada e atual
Eu tô sempre na praia
Sou gostosinha, sou fatal.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que é bem mais do que tú és
Não posso perder tempo
Não gosto de sujar os pés.
Eu sou uma criança
Que sempre cumpre os seus papéis
Não posso andar sozinha
E volto sempre antes das dez.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que vive a vida a sorrir
O mundo é tão belo
Felicidade está aqui.
Eu sou tão indecisa
Que nunca sei por onde ir
São tantos os caminhos
Eu não consigo decidir.
Nós somos os chapéus...
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
Que cabem em você
Você pensa e diz que não, não, não
Você pensa e diz que sim, sim, sim
Eu sou uma menina
Que não responde ninguém mal
Eu sei ouvir conselhos
Eu me comporto e sou legal.
Eu sou uma gatinha
Bem bronzeada e atual
Eu tô sempre na praia
Sou gostosinha, sou fatal.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que é bem mais do que tú és
Não posso perder tempo
Não gosto de sujar os pés.
Eu sou uma criança
Que sempre cumpre os seus papéis
Não posso andar sozinha
E volto sempre antes das dez.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que vive a vida a sorrir
O mundo é tão belo
Felicidade está aqui.
Eu sou tão indecisa
Que nunca sei por onde ir
São tantos os caminhos
Eu não consigo decidir.
Nós somos os chapéus...
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
sexta-feira, 20 de maio de 1988
Peito moleque
Nesse meu peito moleque
Escondido tenho um leque
De aventuras colossais
Minha pele é quase "black"
Sou zagueiro e sou beque
E muito mais
Quando o samba vira breque
Reco-reco reco-reque
Pois é tudo carnaval
E sem mais salamaleque
Beijo o copo e a mulher, que
Eu sou normal
Mas você fica tristonha
Molha e salga sua fronha
Diz que tá tudo ruim
Se viajo a serviço
Me acusa de sumiço
E - ai de mim!
Meu amor, por mais que eu peque
Seu olhar me dá um xeque
E eu volto à razão
Diga ao seu pranto que seque
Que, no fundo, o meu pileque
É de paixão.
Composta (letra e música) em João Pessoa/PB, para o sambista João Nogueira, durante turnê que fiz com ele pelo país.
Escondido tenho um leque
De aventuras colossais
Minha pele é quase "black"
Sou zagueiro e sou beque
E muito mais
Quando o samba vira breque
Reco-reco reco-reque
Pois é tudo carnaval
E sem mais salamaleque
Beijo o copo e a mulher, que
Eu sou normal
Mas você fica tristonha
Molha e salga sua fronha
Diz que tá tudo ruim
Se viajo a serviço
Me acusa de sumiço
E - ai de mim!
Meu amor, por mais que eu peque
Seu olhar me dá um xeque
E eu volto à razão
Diga ao seu pranto que seque
Que, no fundo, o meu pileque
É de paixão.
Composta (letra e música) em João Pessoa/PB, para o sambista João Nogueira, durante turnê que fiz com ele pelo país.
domingo, 16 de agosto de 1987
Anjo elétrico
Alma que toca minh'alma
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
sexta-feira, 22 de maio de 1987
Rapto mútuo
São seis e meia, e já é noite caída.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
sábado, 18 de abril de 1987
Doce oscilação
Ar que passa leve e leva a dor
Perfume flutuante
Cidade do fundo interior
Relógio repousante
Sal que sinto gosto e gosto em ti
Abraço cativante
Silêncio que busco e quero ouvir
Acorde dominante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce oscilação faz-me em redor
Bem que é impulso e pulsará
Estrela cintilante
Beleza, mistério que sempre existirá
Passagem dissonante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Doce oscilação faz-me em redor
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Composta (letra e música) em Belo Vale/MG.
Perfume flutuante
Cidade do fundo interior
Relógio repousante
Sal que sinto gosto e gosto em ti
Abraço cativante
Silêncio que busco e quero ouvir
Acorde dominante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce oscilação faz-me em redor
Bem que é impulso e pulsará
Estrela cintilante
Beleza, mistério que sempre existirá
Passagem dissonante
Tônica, terça e quinta
Sábado e domingo
Pingo de tinta, chuva e sol
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Doce oscilação faz-me em redor
Doce do, si, la, sol, fa, mi, re, do
Composta (letra e música) em Belo Vale/MG.
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