Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes estou lá e você fica aqui
E outras vezes fico e você vai pra lá.
O bom é quando juntos rimos por ali
Ou uma vida inteira nós passamos cá.
Às vezes a penumbra nos faz hesitar
E outras vezes tudo é claro como a paz,
Mas, conscientemente ou sem vislumbrar,
Sentimos que o sentido é viver demais.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
E nesse vai-e-vem
Sempre contigo eu estou.
Às vezes sou seu filho, cresço em seu calor,
E outras vezes sou seu pai ou seu irmão.
Amigos ou amantes temos muito amor,
Os mesmos sentimentos, mesma direção.
Às vezes te ensino coisas que eu sei
E outras vezes tantas tenho que aprender.
E nisso tudo nosso pensamento é lei,
Mantendo a gente unidos mesmo sem se ver.
Eu venho, eu volto,
Eu volto e me vou,
Aqui ou no além
Sempre contigo eu estou.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 19 de maio de 2000
Os mesmos
sábado, 30 de outubro de 1999
Cara de lã, cara de pão
(A menina)
Eu tenho uma boneca
Com corpo de maçã
Cabelos no arrepio
Cheirinho de hortelã
Os olhos da boneca
São feitos de avelã
Seu beijo é tão macio
Pois tem cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Abraço ela de noite
Não largo de manhã
Eu gosto tanto dela
Que nem fosse irmã
A gente sonha junto
Com fada e com galã
Na hora da novela
Só dá cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
(O menino)
Eu tenho um boneco
Com corpo de melão
Cabelos de palito
E cheiro de dragão
Os olhos do boneco
São feitos de feijão
Seu jeito é esquisito
Pois tem cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Mas todo dia a gente
Se curte de montão
Pois ele, mesmo feio,
Também é meu irmão
A gente aprende junto
Estuda a lição
Na hora do recreio
Só dá cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Letra e música de Flávio Fonseca
Eu tenho uma boneca
Com corpo de maçã
Cabelos no arrepio
Cheirinho de hortelã
Os olhos da boneca
São feitos de avelã
Seu beijo é tão macio
Pois tem cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Abraço ela de noite
Não largo de manhã
Eu gosto tanto dela
Que nem fosse irmã
A gente sonha junto
Com fada e com galã
Na hora da novela
Só dá cara de lã
Cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
Cara de lã cara de lã cara de lã
(O menino)
Eu tenho um boneco
Com corpo de melão
Cabelos de palito
E cheiro de dragão
Os olhos do boneco
São feitos de feijão
Seu jeito é esquisito
Pois tem cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Mas todo dia a gente
Se curte de montão
Pois ele, mesmo feio,
Também é meu irmão
A gente aprende junto
Estuda a lição
Na hora do recreio
Só dá cara de pão
Cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Cara de pão cara de pão cara de pão
Letra e música de Flávio Fonseca
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Seguindo
Sim, eu só quero dizer que te amei
E que com isso fui eu que ganhei
Pois o que ama se sente melhor
Quem mais ama se torna maior
E eu amei tanto que hoje eu amo mais
Caminhando e seguindo a vida em paz
Quanto ao perdão, é difícil dizer que perdoei,
Pois hoje em dia nem lembro o que foi que penei
Por isso me perdoe, mas não quero revidar
Na verdade eu prefiro caminhar.
Letra e música de Flávio Fonseca.
Escrita ao estilo da música "Caminhemos", de Herivelto Martins, em resposta à música "Vingança", de Lupicínio Rodrigues.
E que com isso fui eu que ganhei
Pois o que ama se sente melhor
Quem mais ama se torna maior
E eu amei tanto que hoje eu amo mais
Caminhando e seguindo a vida em paz
Quanto ao perdão, é difícil dizer que perdoei,
Pois hoje em dia nem lembro o que foi que penei
Por isso me perdoe, mas não quero revidar
Na verdade eu prefiro caminhar.
Letra e música de Flávio Fonseca.
Escrita ao estilo da música "Caminhemos", de Herivelto Martins, em resposta à música "Vingança", de Lupicínio Rodrigues.
sábado, 30 de agosto de 1997
O ponto de partida da emoção
Minha amiga,
todos nós somos pontinhos,
pequeninhos,
mas que guardam coração,
qual semente,
que parece esquecida,
mas é vida
preparando a explosão
comovida,
pois que brilha e que sente
como a gente
que irradia vibração
(precisamos
ver com naturalidade
a verdade
que envolve esta questão).
Nós amamos,
mesmo sem ter explodido,
e contidos
numa má situação;
e há seres
com tamanha exuberância,
numa ânsia
de mostrar o que não são,
numa briga
que não levará a nada,
qual pancada
que se dá em furacão,
e pensando
que viver em outro nível
é possível
sem amor e união...
E só quando,
já cansados e sedentos
de momentos
de real evolução,
perceberem
que não há nada lá fora,
eis a hora
de dar nossa opinião.
E diremos,
nós que já fomos cansados,
escoltados
pela nossa solidão,
que devemos
ver em nós nossos caminhos:
os pontinhos
de partida da emoção.
Para a poetisa Áurea Lúcia
todos nós somos pontinhos,
pequeninhos,
mas que guardam coração,
qual semente,
que parece esquecida,
mas é vida
preparando a explosão
comovida,
pois que brilha e que sente
como a gente
que irradia vibração
(precisamos
ver com naturalidade
a verdade
que envolve esta questão).
Nós amamos,
mesmo sem ter explodido,
e contidos
numa má situação;
e há seres
com tamanha exuberância,
numa ânsia
de mostrar o que não são,
numa briga
que não levará a nada,
qual pancada
que se dá em furacão,
e pensando
que viver em outro nível
é possível
sem amor e união...
E só quando,
já cansados e sedentos
de momentos
de real evolução,
perceberem
que não há nada lá fora,
eis a hora
de dar nossa opinião.
E diremos,
nós que já fomos cansados,
escoltados
pela nossa solidão,
que devemos
ver em nós nossos caminhos:
os pontinhos
de partida da emoção.
Para a poetisa Áurea Lúcia
sábado, 30 de março de 1996
Onde quer que eu vá
Vou viajar
Voar sobre o mar
Eu vou passear
Levando meu coração
E então vou amar
Onde quer que eu vá
Vou levar minha voz
Porque nós somos feitos de som
É tão bom!
Vou tocar, vou cantar
O meu Brasil
Onde quer que eu vá.
Escrita sobre música de Rubens Holzmann.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Voar sobre o mar
Eu vou passear
Levando meu coração
E então vou amar
Onde quer que eu vá
Vou levar minha voz
Porque nós somos feitos de som
É tão bom!
Vou tocar, vou cantar
O meu Brasil
Onde quer que eu vá.
Escrita sobre música de Rubens Holzmann.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
terça-feira, 12 de março de 1996
Asa delta
Voar
Sem razão pra temer
Só pelo prazer que dá
Reviravoltar no ar
Não há
Sensação de não ser
Quase não querer voltar
Desse doce volitar
Em paz
— Deixa o corpo dormir! —
E qual asa delta
Sentir-se leve
Escrita sobre música de Josué Bueno.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Gravada pela cantora Vanja Santos, no CD Virtual Bossajazzsamba, na Dinamarca.
Sem razão pra temer
Só pelo prazer que dá
Reviravoltar no ar
Não há
Sensação de não ser
Quase não querer voltar
Desse doce volitar
Em paz
— Deixa o corpo dormir! —
E qual asa delta
Sentir-se leve
Escrita sobre música de Josué Bueno.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Gravada pela cantora Vanja Santos, no CD Virtual Bossajazzsamba, na Dinamarca.
domingo, 10 de março de 1996
Bola na parede
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
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