Pelas andanças por Minas
Encontrei a plenitude da sensação
De se estar com alguém,
Se encontrar sobre as nuvens deste verão.
E voar sobre as asas de um grande avião
E pairar sobre os montes desta linda região
E sentir a coragem de um voo aberto ao céu
E mostrar a audácia de viver, de viver, de viver, de viver.
Pelas andanças por Minas...
E jogar para o alto mais um grito de amém
E lançar uma chama refletindo-te também
E deixar a viagem prosseguir até o além
E ensinar a vantagem de viver, de viver, de viver, de viver...
Letra: Flávio Fonseca & Ronaldo Pellicano
Música: Flávio Fonseca
segunda-feira, 11 de fevereiro de 1980
Voo aberto
quinta-feira, 24 de janeiro de 1980
Transmissão
Você que está aí
Nesse lugar inacessível
Ao som de minha voz,
Que se encontra em posição
Para não recepção
De minhas débeis tentativas
De uma comunicação,
Procure se informar
Com alguém que possa ouvir
Os apelos que derramo
Passo a passo, canto a canto,
Espalhando aos quatro cantos
Esta tímida mensagem
De amor, compreensão.
Depois, quando sair
De seu refúgio e me encarar,
Terá tudo pra entender
Os caminhos de seu rumo,
Por mais longe que se encontre,
Para assim ter mais coragem
De vir a mim, para amar.
Letra e música de Flávio Fonseca
Nesse lugar inacessível
Ao som de minha voz,
Que se encontra em posição
Para não recepção
De minhas débeis tentativas
De uma comunicação,
Procure se informar
Com alguém que possa ouvir
Os apelos que derramo
Passo a passo, canto a canto,
Espalhando aos quatro cantos
Esta tímida mensagem
De amor, compreensão.
Depois, quando sair
De seu refúgio e me encarar,
Terá tudo pra entender
Os caminhos de seu rumo,
Por mais longe que se encontre,
Para assim ter mais coragem
De vir a mim, para amar.
Letra e música de Flávio Fonseca
terça-feira, 11 de dezembro de 1979
Sentimental
Sinto-me sentimental,
Mas não me sinto inspirado
Começo a juntar palavras,
Nenhuma dá sentido
Nem rima consigo por
São várias as conjugações
Misturo minhas ideias
Às vezes me admiro
De ao menos manter a métrica
(Embora bem mal mantida)
E ao fim, quando quase pronto,
Eu penso em mostrá-lo a ti,
O verso parece morto,
Como se fosse pré-fabricado
Não sei como eu completo
Nem sei se ao menos pude
Fazer-te compreender
Que o meu grande objetivo
Quando pus-me a rabiscar
Era dizer-te o quanto amo
Cada passo do teu viver.
Letra e música de Flávio Fonseca
Mas não me sinto inspirado
Começo a juntar palavras,
Nenhuma dá sentido
Nem rima consigo por
São várias as conjugações
Misturo minhas ideias
Às vezes me admiro
De ao menos manter a métrica
(Embora bem mal mantida)
E ao fim, quando quase pronto,
Eu penso em mostrá-lo a ti,
O verso parece morto,
Como se fosse pré-fabricado
Não sei como eu completo
Nem sei se ao menos pude
Fazer-te compreender
Que o meu grande objetivo
Quando pus-me a rabiscar
Era dizer-te o quanto amo
Cada passo do teu viver.
Letra e música de Flávio Fonseca
quarta-feira, 1 de agosto de 1979
Luz vazia
Moça, a lua chora a tua ausência,
A falta do calor do teu olhar
Que deixa meu olhar sempre na espera
Do reflexo no espelho do luar.
Moça, em minha vida é tão constante
O hábito de olhar pros raios frágeis
De luz que pouco a pouco vem chegando
Em meus olhos, para os raios, navegáveis.
Moça, tu navegas como balsa,
De manso, sem olhar, porém, pras águas
Que singras e que levam-te ao porto
Onde encontras, e não vês, as minhas mágoas.
Moça, tu resides decidida
Em meio a memórias flutuantes
Que quando condensadas me transmitem
Impressões de ser feliz como era antes.
Moça, eu te peço, e repito,
Não deixes de olhar pra uma lua
Que toda noite nasce e se preza
De um dia ter brilhado por ser tua.
Letra e música de Flávio Fonseca
A falta do calor do teu olhar
Que deixa meu olhar sempre na espera
Do reflexo no espelho do luar.
Moça, em minha vida é tão constante
O hábito de olhar pros raios frágeis
De luz que pouco a pouco vem chegando
Em meus olhos, para os raios, navegáveis.
Moça, tu navegas como balsa,
De manso, sem olhar, porém, pras águas
Que singras e que levam-te ao porto
Onde encontras, e não vês, as minhas mágoas.
Moça, tu resides decidida
Em meio a memórias flutuantes
Que quando condensadas me transmitem
Impressões de ser feliz como era antes.
Moça, eu te peço, e repito,
Não deixes de olhar pra uma lua
Que toda noite nasce e se preza
De um dia ter brilhado por ser tua.
Letra e música de Flávio Fonseca
quinta-feira, 5 de julho de 1979
Sinto-me de um concretismo profundamente subjetivo, e de um romantismo estranhamente complexo.
segunda-feira, 18 de junho de 1979
Rituais
Meu ritual é esse
Que você já cansou-se de ver
E de acompanhar.
É abrir os olhos
Quando chega a manhã e acordo,
E te ver no teto.
É viver fingindo
Que eu sou você e espero
A hora de ver-me.
Ser feliz, que lindo,
É passar cada dia inteiro
Em função de você.
Que ritual é esse
Que você já cansou de viver
Pra se atormentar?
Que te leva sempre,
Quando chega a luz e levanta,
A ser objeto?
E que te faz fraca
A correr como louca na vida
Querendo ser livre?
Liberdade, pra mim,
É poder gritar na prisão
Que eu sou de você.
Letra e música de Flávio Fonseca
Que você já cansou-se de ver
E de acompanhar.
É abrir os olhos
Quando chega a manhã e acordo,
E te ver no teto.
É viver fingindo
Que eu sou você e espero
A hora de ver-me.
Ser feliz, que lindo,
É passar cada dia inteiro
Em função de você.
Que ritual é esse
Que você já cansou de viver
Pra se atormentar?
Que te leva sempre,
Quando chega a luz e levanta,
A ser objeto?
E que te faz fraca
A correr como louca na vida
Querendo ser livre?
Liberdade, pra mim,
É poder gritar na prisão
Que eu sou de você.
Letra e música de Flávio Fonseca
quinta-feira, 14 de junho de 1979
Expressamente proibido
Vamos cantar
Que hoje eu estou
Expressamente proibido.
Não vou falar
Tudo o que sei,
Não vou ouvir
O que hoje é
Expressamente proibido.
Mas proibido é aquilo que
Você quiser,
Pois basta você querer
Deixar.
Vamos viver
Que hoje eu estou
Extremamente apaixonado.
Tendo você
Não quero mais,
Não tendo mais
Quero viver
Extremamente apaixonado.
Mas a paixão é aquilo que
Você constrói
Querendo fazer alguém
Feliz.
Letra e música de Flávio Fonseca
Que hoje eu estou
Expressamente proibido.
Não vou falar
Tudo o que sei,
Não vou ouvir
O que hoje é
Expressamente proibido.
Mas proibido é aquilo que
Você quiser,
Pois basta você querer
Deixar.
Vamos viver
Que hoje eu estou
Extremamente apaixonado.
Tendo você
Não quero mais,
Não tendo mais
Quero viver
Extremamente apaixonado.
Mas a paixão é aquilo que
Você constrói
Querendo fazer alguém
Feliz.
Letra e música de Flávio Fonseca
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