Purpurina sob a luz do sol
Anilina doce num bombom
Pequenina lua de cristal
Tua sina canta mais que o som
Tão menina como a floração
Alcalina pilha de amor
Feminina sopro sensual
Qual usina plena de calor
Na retina sonhos de voar
Repentina sede de crescer
Janaína em um lago azul
Cristalina chama bem-querer.
Letra e música de Flávio Fonseca
terça-feira, 10 de setembro de 1985
Cristalina
quinta-feira, 6 de junho de 1985
Dia de luar (adendo)
Sonho, livra este teu filho
De sonhar só sonho vão
Outro túnel, mundo que não vem
Luz inútil na escuridão
Pois
O que vale é como despertar
Estrofe para ser acrescentada à música Dia de luar
De sonhar só sonho vão
Outro túnel, mundo que não vem
Luz inútil na escuridão
Pois
O que vale é como despertar
Estrofe para ser acrescentada à música Dia de luar
domingo, 28 de abril de 1985
Dia de luar
Lua, leva este teu filho
Ao degrau que vem depois
E o que vem depois desse degrau
Não importa, basta um sinal
Pois
Nem tu mesma mostra-se demais
Anjo, lava este teu filho
Que é dever continuar
Passo a passo, dia de luar
Confiando sempre no final
Pois
O que vem de ti assim será
Letra e música de Flávio Fonseca & Ulisses Foggetti
Ao degrau que vem depois
E o que vem depois desse degrau
Não importa, basta um sinal
Pois
Nem tu mesma mostra-se demais
Anjo, lava este teu filho
Que é dever continuar
Passo a passo, dia de luar
Confiando sempre no final
Pois
O que vem de ti assim será
Letra e música de Flávio Fonseca & Ulisses Foggetti
quinta-feira, 4 de abril de 1985
Bom dia
Nasce o dia e eu te vejo acordar
Um sorriso abre a porta para o sol
O olhar vai respirar a a luz
O abraço diz: - Bom dia!
Eu te amo e vou misturar
Sol e luz e cores sem desafinar.
Cresce o dia e eu te vejo ao redor
Nossa alma agora é dona da manhã
O calor desfaz a pressa em nós
O cansaço é magia.
Disso tudo o que sei melhor
É que a paz nos deixa tintos de suor.
Letra e música de Flávio Fonseca & Janaína Rocha
Um sorriso abre a porta para o sol
O olhar vai respirar a a luz
O abraço diz: - Bom dia!
Eu te amo e vou misturar
Sol e luz e cores sem desafinar.
Cresce o dia e eu te vejo ao redor
Nossa alma agora é dona da manhã
O calor desfaz a pressa em nós
O cansaço é magia.
Disso tudo o que sei melhor
É que a paz nos deixa tintos de suor.
Letra e música de Flávio Fonseca & Janaína Rocha
quarta-feira, 20 de fevereiro de 1985
Roçar de voz
Um carinho bom
Nesse roçar de voz...
Cor de céu sem fim,
Por onde sei andar...
Folha que o vento afaga e leva,
Vem flutuando vivaz e força
Esse escudo fugaz em que tento esconder
Qualquer vontade que eu possa ter
De sempre ouvir soar a voz.
Se é tom maior,
Balança a sensação,
Faz-me viajar
Por dentro desse som;
Se é menor, todo tom alisa
A emoção que então desperta;
Mas sempre o canto parece em tom pôr de sol
E a razão, que já foi bemol,
Quer apenas ser mais uma voz.
Letra de Flávio Fonseca & Janaína Rocha
Música de Flávio Fonseca
Nesse roçar de voz...
Cor de céu sem fim,
Por onde sei andar...
Folha que o vento afaga e leva,
Vem flutuando vivaz e força
Esse escudo fugaz em que tento esconder
Qualquer vontade que eu possa ter
De sempre ouvir soar a voz.
Se é tom maior,
Balança a sensação,
Faz-me viajar
Por dentro desse som;
Se é menor, todo tom alisa
A emoção que então desperta;
Mas sempre o canto parece em tom pôr de sol
E a razão, que já foi bemol,
Quer apenas ser mais uma voz.
Letra de Flávio Fonseca & Janaína Rocha
Música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 8 de fevereiro de 1985
Naturalmente
Artificial não tem lugar,
Porque afinal somos assim:
Se dificultar não é normal,
Esse gesto quer se transmudar
E ter fim, desfalsificar,
Que o tempo é cadente,
Urgente,
Pede para sermos naturais
E muito mais,
Com amor, lucidez,
Mansidão, sensatez,
Que o tempo é sereno,
Ao menos
Deixa que sejamos sempre mais
Que naturais,
Por amor, lucidez,
Mansidão, sensatez.
Letra de Flávio Fonseca & Ulisses Foggetti
Música de Flávio Fonseca
Porque afinal somos assim:
Se dificultar não é normal,
Esse gesto quer se transmudar
E ter fim, desfalsificar,
Que o tempo é cadente,
Urgente,
Pede para sermos naturais
E muito mais,
Com amor, lucidez,
Mansidão, sensatez,
Que o tempo é sereno,
Ao menos
Deixa que sejamos sempre mais
Que naturais,
Por amor, lucidez,
Mansidão, sensatez.
Letra de Flávio Fonseca & Ulisses Foggetti
Música de Flávio Fonseca
quinta-feira, 13 de dezembro de 1984
Dinâmica
(Proposta por Adriana Carrascosa von Glehn - "Parafuso" - numa carta)
1. Pegue uma caneta.
2. Olhe à sua frente e escreva o que você estiver vendo.
3. Agora transforme estas coisas materiais em lembranças. E associe, e rememore, e aprenda e escreva (para mim se possível) transformando simples coisas em poesia.
Pela janela as paisagens vão;
Meus pés são rodas,
Meus dedos cordas,
Meu peito, um violão...
Naturalmente,
Vejo muita coisa à minha frente.
Muitas delas, não visíveis -
A maioria.
Vejo amor, vejo saudade,
Vejo, correndo, passar o dia.
Vejo olhos sensíveis,
Que não são de verdade;
Apenas imagens
Que posso ver sem visão.
Transformo tudo em lembranças,
Rememória, associação,
Faço disso aprendizagens,
Luminosas alianças...
Poesias...
Esperanças...
De alegrias mil nuanças...
Uma estrada é muito menos
Do que algo que nos afasta.
É um novelo que se desenrola
E que o tempo nunca gasta;
É um doce aceno,
Que aproxima, e une, e cola...
Novamente,
Olho à minha frente,
E muita coisa vejo.
(E muito mais que eu mesmo penso):
Um colégio, uma avenida,
Uma flauta, um povo tenso,
Um neon, um realejo...
Contrastes que marcam a vida.
4. Levante o braço esquerdo, movimente os dedos e toque no ar, e cante em silêncio!
5. Pegue um papel (a caneta você já tem, né?!), escreva imediatamente o que você está pensando (se puder depois mande para mim).
Um romance fraterno é lindo.
Foi a primeira coisa em que pensei,
Após levantar o braço, tocar no ar,
E, sem ninguém ouvir, eu sei,
Cantar, cantar! E assim vai indo
Esta carta singular.
Era isso que você queria?
Esses versos de improviso,
Esse ser emocionado,
No olhar, esse sorriso,
E, em tudo, poesia...?
Esse sentimento alado?
Ser irmão pra valer,
Em toda parte, a toda hora,
É bem mais que um romance
(Até a métrica agora
Se ajeita, sem querer),
É de Deus a grande chance!
6. Olhe bem para este retângulo → durante 30":
7. Ache o infinito ponto e assinale com um X.
Um retângulo profundo,
Qual janela infinita,
Mostra mais do que se vê.
Como posso, senhorita,
Do outro lado do mundo,
Marcar um "X" em você?
"Senhorita" é brincadeira,
Você sabe muito bem,
Pois não somos tão formais.
Só que tenho pouco tem-
po pra pensar numa besteira
Que me dê uma rima a mais!
Minha mana, nunca antes
Eu tentei fazer repente,
Esta é a primeira vez.
Eu escrevo tão-somente
O que no primeiro instante
Tem sentido - ou talvez.
E agora já nem sei
Se eu sei continuar
Escrevendonormalmente;
Mas também não vou tentar,
Pois senão descobrirei
Que eu sei - e vou em frente!
Muito embora a minha rima,
Já cansada, enfraqueça
- Ela tem todo o direito.
No entanto, não se esqueça
De que esta "obra-prima"
É a primeira deste jeito.
Pode rir, é até bom,
Descontrai você e eu,
Que de vez em vez preciso.
Mas o que você escreveu,
"Senhorita Adriana von",
É melhor que esse improviso.
(Esse foi infame,
Sem graça e confuso.
Por favor, não reclame,
"Senhorita Parafuso"!)
8. Espero que tenha causado suspense (pelo menos)! E principalmente espero que o suspense não seja inútil.
E após virar a página
- A sua e a minha -
Encontro o fim da trilha,
Onde o suspense se detinha.
(Página só rima com página:
Caí na armadilha!)
Enquanto eu descanso
Desse louco desafio,
Dessas polirritmias,
Eu copio,
Manso,
Suas poesias.
1. Pegue uma caneta.
2. Olhe à sua frente e escreva o que você estiver vendo.
3. Agora transforme estas coisas materiais em lembranças. E associe, e rememore, e aprenda e escreva (para mim se possível) transformando simples coisas em poesia.
Pela janela as paisagens vão;
Meus pés são rodas,
Meus dedos cordas,
Meu peito, um violão...
Naturalmente,
Vejo muita coisa à minha frente.
Muitas delas, não visíveis -
A maioria.
Vejo amor, vejo saudade,
Vejo, correndo, passar o dia.
Vejo olhos sensíveis,
Que não são de verdade;
Apenas imagens
Que posso ver sem visão.
Transformo tudo em lembranças,
Rememória, associação,
Faço disso aprendizagens,
Luminosas alianças...
Poesias...
Esperanças...
De alegrias mil nuanças...
Uma estrada é muito menos
Do que algo que nos afasta.
É um novelo que se desenrola
E que o tempo nunca gasta;
É um doce aceno,
Que aproxima, e une, e cola...
Novamente,
Olho à minha frente,
E muita coisa vejo.
(E muito mais que eu mesmo penso):
Um colégio, uma avenida,
Uma flauta, um povo tenso,
Um neon, um realejo...
Contrastes que marcam a vida.
4. Levante o braço esquerdo, movimente os dedos e toque no ar, e cante em silêncio!
5. Pegue um papel (a caneta você já tem, né?!), escreva imediatamente o que você está pensando (se puder depois mande para mim).
Um romance fraterno é lindo.
Foi a primeira coisa em que pensei,
Após levantar o braço, tocar no ar,
E, sem ninguém ouvir, eu sei,
Cantar, cantar! E assim vai indo
Esta carta singular.
Era isso que você queria?
Esses versos de improviso,
Esse ser emocionado,
No olhar, esse sorriso,
E, em tudo, poesia...?
Esse sentimento alado?
Ser irmão pra valer,
Em toda parte, a toda hora,
É bem mais que um romance
(Até a métrica agora
Se ajeita, sem querer),
É de Deus a grande chance!
6. Olhe bem para este retângulo → durante 30":
7. Ache o infinito ponto e assinale com um X.
Um retângulo profundo,
Qual janela infinita,
Mostra mais do que se vê.
Como posso, senhorita,
Do outro lado do mundo,
Marcar um "X" em você?
"Senhorita" é brincadeira,
Você sabe muito bem,
Pois não somos tão formais.
Só que tenho pouco tem-
po pra pensar numa besteira
Que me dê uma rima a mais!
Minha mana, nunca antes
Eu tentei fazer repente,
Esta é a primeira vez.
Eu escrevo tão-somente
O que no primeiro instante
Tem sentido - ou talvez.
E agora já nem sei
Se eu sei continuar
Escrevendonormalmente;
Mas também não vou tentar,
Pois senão descobrirei
Que eu sei - e vou em frente!
Muito embora a minha rima,
Já cansada, enfraqueça
- Ela tem todo o direito.
No entanto, não se esqueça
De que esta "obra-prima"
É a primeira deste jeito.
Pode rir, é até bom,
Descontrai você e eu,
Que de vez em vez preciso.
Mas o que você escreveu,
"Senhorita Adriana von",
É melhor que esse improviso.
(Esse foi infame,
Sem graça e confuso.
Por favor, não reclame,
"Senhorita Parafuso"!)
8. Espero que tenha causado suspense (pelo menos)! E principalmente espero que o suspense não seja inútil.
E após virar a página
- A sua e a minha -
Encontro o fim da trilha,
Onde o suspense se detinha.
(Página só rima com página:
Caí na armadilha!)
Enquanto eu descanso
Desse louco desafio,
Dessas polirritmias,
Eu copio,
Manso,
Suas poesias.
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