Meu ritual é esse
Que você já cansou-se de ver
E de acompanhar.
É abrir os olhos
Quando chega a manhã e acordo,
E te ver no teto.
É viver fingindo
Que eu sou você e espero
A hora de ver-me.
Ser feliz, que lindo,
É passar cada dia inteiro
Em função de você.
Que ritual é esse
Que você já cansou de viver
Pra se atormentar?
Que te leva sempre,
Quando chega a luz e levanta,
A ser objeto?
E que te faz fraca
A correr como louca na vida
Querendo ser livre?
Liberdade, pra mim,
É poder gritar na prisão
Que eu sou de você.
Letra e música de Flávio Fonseca
segunda-feira, 18 de junho de 1979
quinta-feira, 14 de junho de 1979
Expressamente proibido
Vamos cantar
Que hoje eu estou
Expressamente proibido.
Não vou falar
Tudo o que sei,
Não vou ouvir
O que hoje é
Expressamente proibido.
Mas proibido é aquilo que
Você quiser,
Pois basta você querer
Deixar.
Vamos viver
Que hoje eu estou
Extremamente apaixonado.
Tendo você
Não quero mais,
Não tendo mais
Quero viver
Extremamente apaixonado.
Mas a paixão é aquilo que
Você constrói
Querendo fazer alguém
Feliz.
Letra e música de Flávio Fonseca
Que hoje eu estou
Expressamente proibido.
Não vou falar
Tudo o que sei,
Não vou ouvir
O que hoje é
Expressamente proibido.
Mas proibido é aquilo que
Você quiser,
Pois basta você querer
Deixar.
Vamos viver
Que hoje eu estou
Extremamente apaixonado.
Tendo você
Não quero mais,
Não tendo mais
Quero viver
Extremamente apaixonado.
Mas a paixão é aquilo que
Você constrói
Querendo fazer alguém
Feliz.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 16 de março de 1979
Trilhas de vão menor
Você que chegou agora,
Me deixe aproximar,
Me deixe ser seu amigo,
E vem, vamos conversar.
Há muito que já lhe sigo,
Há mais que já sei de cor
Seus passos e aventuras
Por trilhas de vão menor.
Os sonhos e fé futura
Que muito lutei pra ter,
Agora eu quero nossos,
Agora dos dois vão ser.
E sempre que eu lhe roço
De leve, no coração,
Eu sinto, é chegada a hora
De mais uma união.
Letra e música de Flávio Fonseca
Me deixe aproximar,
Me deixe ser seu amigo,
E vem, vamos conversar.
Há muito que já lhe sigo,
Há mais que já sei de cor
Seus passos e aventuras
Por trilhas de vão menor.
Os sonhos e fé futura
Que muito lutei pra ter,
Agora eu quero nossos,
Agora dos dois vão ser.
E sempre que eu lhe roço
De leve, no coração,
Eu sinto, é chegada a hora
De mais uma união.
Letra e música de Flávio Fonseca
quinta-feira, 4 de janeiro de 1979
Tentação
A saudade é como praga
Devastando o coração
A saudade é como um prego
Escondendo a emoção
De abrir a porta
Descobrir, desvendar
O que há do lado de lá
Do amor
A saudade é como cisma
Maldizendo uma canção
A saudade é um sofisma
Derretendo a ilusão
De abrir a porta
Encarar, espantar
Com o que há do lado de cá
Do amor
A saudade é como vento
Empurrando a solidão
A saudade é movimento
De veloz recordação
Do abrir a porta
Resistir, mas se entregar
Ao que há do lado de sempre
Do amor
A saudade é mais um prisma
Desviando a atenção
É a vida, o carisma
Confirmando a tentação
De abrir a porta
Transferir, ignorar
O que há do lado de já,
Nem mais um minuto, do amor.
Letra e música de Flávio Fonseca
Devastando o coração
A saudade é como um prego
Escondendo a emoção
De abrir a porta
Descobrir, desvendar
O que há do lado de lá
Do amor
A saudade é como cisma
Maldizendo uma canção
A saudade é um sofisma
Derretendo a ilusão
De abrir a porta
Encarar, espantar
Com o que há do lado de cá
Do amor
A saudade é como vento
Empurrando a solidão
A saudade é movimento
De veloz recordação
Do abrir a porta
Resistir, mas se entregar
Ao que há do lado de sempre
Do amor
A saudade é mais um prisma
Desviando a atenção
É a vida, o carisma
Confirmando a tentação
De abrir a porta
Transferir, ignorar
O que há do lado de já,
Nem mais um minuto, do amor.
Letra e música de Flávio Fonseca
sábado, 1 de julho de 1978
Só
Só.
Incomensuravelmente só.
Levo-me a pensar,
Vagar pelos sonhos,
Aos quais muito devo.
Nasci sonhando, sei,
Amei sonhando também.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
Incomensuravelmente só.
Levo-me a pensar,
Vagar pelos sonhos,
Aos quais muito devo.
Nasci sonhando, sei,
Amei sonhando também.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
Coitado violão
O amor que dou a ti,
E você não me reflete,
Descarrego no meu pobre
E coitado violão.
Por não ter você aqui,
Por não ter os teus abraços,
Só abraço o meu pobre
E coitado violão.
Em amor, em poesia,
Vocês dois parecem tanto,
Que é fácil confundir
A mulher e o violão.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
E você não me reflete,
Descarrego no meu pobre
E coitado violão.
Por não ter você aqui,
Por não ter os teus abraços,
Só abraço o meu pobre
E coitado violão.
Em amor, em poesia,
Vocês dois parecem tanto,
Que é fácil confundir
A mulher e o violão.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
Nuanças
Nuanças. Silhuetas.
Apenas início de imagem,
Apenas pensagem de forma,
Incerteza, tentativa.
Inspiração de vulto,
Um vulto culto,
Quase invisível,
Talvez possibilidade de existência.
Incerteza. Apenas nuança.
Esperança de que haja realmente
Qualquer coisa por detrás das nuvens,
Algo de sólido, concreto,
Algo que seja belo como a nuança
Mas lindo como a presença.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
A compositora Valéria Fajardo fez uma música para ela, em 21/9/84, mas não tenho nenhum registro da melodia.
Apenas início de imagem,
Apenas pensagem de forma,
Incerteza, tentativa.
Inspiração de vulto,
Um vulto culto,
Quase invisível,
Talvez possibilidade de existência.
Incerteza. Apenas nuança.
Esperança de que haja realmente
Qualquer coisa por detrás das nuvens,
Algo de sólido, concreto,
Algo que seja belo como a nuança
Mas lindo como a presença.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
A compositora Valéria Fajardo fez uma música para ela, em 21/9/84, mas não tenho nenhum registro da melodia.
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