Só.
Incomensuravelmente só.
Levo-me a pensar,
Vagar pelos sonhos,
Aos quais muito devo.
Nasci sonhando, sei,
Amei sonhando também.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
sábado, 1 de julho de 1978
Coitado violão
O amor que dou a ti,
E você não me reflete,
Descarrego no meu pobre
E coitado violão.
Por não ter você aqui,
Por não ter os teus abraços,
Só abraço o meu pobre
E coitado violão.
Em amor, em poesia,
Vocês dois parecem tanto,
Que é fácil confundir
A mulher e o violão.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
E você não me reflete,
Descarrego no meu pobre
E coitado violão.
Por não ter você aqui,
Por não ter os teus abraços,
Só abraço o meu pobre
E coitado violão.
Em amor, em poesia,
Vocês dois parecem tanto,
Que é fácil confundir
A mulher e o violão.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
Musicado por Flávio Fonseca em 7/8/88
Nuanças
Nuanças. Silhuetas.
Apenas início de imagem,
Apenas pensagem de forma,
Incerteza, tentativa.
Inspiração de vulto,
Um vulto culto,
Quase invisível,
Talvez possibilidade de existência.
Incerteza. Apenas nuança.
Esperança de que haja realmente
Qualquer coisa por detrás das nuvens,
Algo de sólido, concreto,
Algo que seja belo como a nuança
Mas lindo como a presença.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
A compositora Valéria Fajardo fez uma música para ela, em 21/9/84, mas não tenho nenhum registro da melodia.
Apenas início de imagem,
Apenas pensagem de forma,
Incerteza, tentativa.
Inspiração de vulto,
Um vulto culto,
Quase invisível,
Talvez possibilidade de existência.
Incerteza. Apenas nuança.
Esperança de que haja realmente
Qualquer coisa por detrás das nuvens,
Algo de sólido, concreto,
Algo que seja belo como a nuança
Mas lindo como a presença.
Obs:
Desta, só tenho registrado o ano; o mês e o dia são supostos.
A compositora Valéria Fajardo fez uma música para ela, em 21/9/84, mas não tenho nenhum registro da melodia.
quinta-feira, 15 de dezembro de 1977
Lá
E lá vou eu
Pra lá,
Pra esse lá que
Eu não sei onde fica,
Pra esse lá que
Está lá e de lá me chama,
Sem sair de lá.
E eu vou pra lá,
Sem saber pra onde,
Vou pro lá que pode estar
Até aqui
No meu lugar
Esperando que eu volte
De lá.
Pra lá,
Pra esse lá que
Eu não sei onde fica,
Pra esse lá que
Está lá e de lá me chama,
Sem sair de lá.
E eu vou pra lá,
Sem saber pra onde,
Vou pro lá que pode estar
Até aqui
No meu lugar
Esperando que eu volte
De lá.
sábado, 3 de dezembro de 1977
Força
Estou hipnotizado
Pela força do seu olhar.
Inútil, paralizado,
Sem vontade de reclamar.
Porém, sou abençoado
Pela força do seu pensar.
Tomado, exorcizado,
Com você sendo o meu par.
Amor, logo eu que queria ter alguém
Assim: olhou, parou, me fez ficar sem mim.
Estou reviravoltado
Para a força do seu falar.
Completo, totalizado,
No seu modo de sussurrar.
Porém, sou catequisado
Pela força do seu beijar.
Cadente, martirizado,
Com você a se afastar.
Amor, logo eu que queria ter alguém
Assim: olhou, parou, me fez ficar sem mim.
Letra e música de Flávio Fonseca
Pela força do seu olhar.
Inútil, paralizado,
Sem vontade de reclamar.
Porém, sou abençoado
Pela força do seu pensar.
Tomado, exorcizado,
Com você sendo o meu par.
Amor, logo eu que queria ter alguém
Assim: olhou, parou, me fez ficar sem mim.
Estou reviravoltado
Para a força do seu falar.
Completo, totalizado,
No seu modo de sussurrar.
Porém, sou catequisado
Pela força do seu beijar.
Cadente, martirizado,
Com você a se afastar.
Amor, logo eu que queria ter alguém
Assim: olhou, parou, me fez ficar sem mim.
Letra e música de Flávio Fonseca
quinta-feira, 15 de julho de 1976
Sempre a esta hora, eu fico olhando pro mundo através do telescópio do meu interior. Só que pra olhar num telescópio, tem que se fechar um olho. E eu fecho sempre o da realidade. Deixo o da fantasia aberto. E olho o mundo por ele.
segunda-feira, 12 de janeiro de 1976
Dia sonoro
Paro, olho, escuto e percebo
Uma coisa que sempre acontece,
Mas que poucos conseguem
Ficar, observar, ouvir e entender.
O som
Vem de toda parte,
Está em toda parte,
E mesmo assim,
Em tudo há harmonia.
O silêncio
É quase impossível,
É imperceptível,
E mesmo assim,
Em tudo há poesia.
Letra e música de Flávio Fonseca
Uma coisa que sempre acontece,
Mas que poucos conseguem
Ficar, observar, ouvir e entender.
O som
Vem de toda parte,
Está em toda parte,
E mesmo assim,
Em tudo há harmonia.
O silêncio
É quase impossível,
É imperceptível,
E mesmo assim,
Em tudo há poesia.
Letra e música de Flávio Fonseca
Assinar:
Postagens (Atom)