Voar
Sem razão pra temer
Só pelo prazer que dá
Reviravoltar no ar
Não há
Sensação de não ser
Quase não querer voltar
Desse doce volitar
Em paz
— Deixa o corpo dormir! —
E qual asa delta
Sentir-se leve
Escrita sobre música de Josué Bueno.
Gravada no CD A Força que Ecoa em Todo Canto.
Gravada pela cantora Vanja Santos, no CD Virtual Bossajazzsamba, na Dinamarca.
terça-feira, 12 de março de 1996
Asa delta
domingo, 10 de março de 1996
Bola na parede
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
Leva a vida na revolta e a vida chia
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e na alegria
Voa sempre para o alto e ganha altitude
Lança a pedra no açude e a pedra afunda
Passa o dedo na gilete e o dedo corta
Deixa aberta a comporta e a água inunda
Um abraço no amigo e a amizade aumenta
Mas se for um xingamento o malquerer se acirra
Quando o fósforo se acende a chama ilumina
Cai um corpo na piscina e a água espirra
Tem um pensamento lindo e a beleza invade
Ama com sinceridade e o amor te pega
Abre os olhos, fica atento para ver o muro
Fica um tempo no escuro e a luz te cega
Bate à porta com respeito e a porta abre
Pede vinho ou vinagre e terás de graça
Busca mesmo com vontade e um dia acha
Não descuida, não relaxa, que o tempo passa
Põe um peso numa rede e a rede arria
Sintoniza e vigia pra ver se não erra
Toda ação traz reação de jeito tão perfeito
Tudo é causa e efeito nessa nossa Terra.
Joga a bola na parede e a bola volta
Leva a vida na revolta e a dor se planta
Joga a bola para cima e ela vai ao piso
Leva a vida no sorriso e a vida canta
Letra e música de Flávio Fonseca
quarta-feira, 24 de novembro de 1993
Ver
Quero ver
Flores verdes a conceber
Calmos frutos a reverter
As marés do acontecer
A fiar, tecer
Posso ver
Um futuro além do ser,
Luzes novas a rebentar,
Irromper, brotar
Recomeçar
Luz planalto
Ar pulsante
Azul amor
Sonho ver
Ecológicas mansidões
Paraísos, imensidões
Céus e nuvens nos corações
E por gerações
Ouso ver
A cidade gerando sons
Dia-a-dia a construir
Definir, sentir
Pra onde ir.
Letra e música de Flávio Fonseca
Flores verdes a conceber
Calmos frutos a reverter
As marés do acontecer
A fiar, tecer
Posso ver
Um futuro além do ser,
Luzes novas a rebentar,
Irromper, brotar
Recomeçar
Luz planalto
Ar pulsante
Azul amor
Sonho ver
Ecológicas mansidões
Paraísos, imensidões
Céus e nuvens nos corações
E por gerações
Ouso ver
A cidade gerando sons
Dia-a-dia a construir
Definir, sentir
Pra onde ir.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 8 de outubro de 1993
Devo ir por um caminho
onde não se vai a esmo
(quem quiser que me imite):
inscrever-me assim sozinho
num duelo sem limite:
duelar comigo mesmo.
onde não se vai a esmo
(quem quiser que me imite):
inscrever-me assim sozinho
num duelo sem limite:
duelar comigo mesmo.
domingo, 28 de março de 1993
Quanto mais barulho eu ouço, mais silêncio eu faço.
quinta-feira, 21 de março de 1991
Ruído branco
Junta teus momentos,
O riso e a dor,
No moedor, e toma,
Sinta os sentimentos,
O bom e o mau,
No vendaval, e doma.
E saiba
Que tudo é uma coisa só,
Molécula viva do mesmo pó,
Que vai
Balançando no éter-paz,
Num tempo onde o tempo não passa mais.
Gira o arco-íris
De cor ou de som
E o branco tom é soma.
Segue teus porvires,
Sai fora de si,
Já e aqui é coma.
Cresçamos,
Qualquer hora ou lugar,
Porque inexistem agora e cá.
E vamos,
Que tudo nos faz crescer,
O fim do infinito é não morrer.
Musicado por Flávio Fonseca em 8/9/91.
O riso e a dor,
No moedor, e toma,
Sinta os sentimentos,
O bom e o mau,
No vendaval, e doma.
E saiba
Que tudo é uma coisa só,
Molécula viva do mesmo pó,
Que vai
Balançando no éter-paz,
Num tempo onde o tempo não passa mais.
Gira o arco-íris
De cor ou de som
E o branco tom é soma.
Segue teus porvires,
Sai fora de si,
Já e aqui é coma.
Cresçamos,
Qualquer hora ou lugar,
Porque inexistem agora e cá.
E vamos,
Que tudo nos faz crescer,
O fim do infinito é não morrer.
Musicado por Flávio Fonseca em 8/9/91.
sexta-feira, 17 de agosto de 1990
Caro irmão Ricardo,
ouve um pouco agora:
desta nova vida
sem lugar e hora;
desta luz querida
onde hoje ardo;
eu te falo um pouco.
Teu trabalho é belo,
teu esforço é nobre;
eu porém apelo:
tanto não se cobre,
nem se faça rouco,
use de mais calma.
Tudo tem seu tempo,
nada vem à toa;
não insista além, pois
toda ação ecoa
dentro de tu'alma,
meu querido mano.
Não se martirize,
se o que não entende
taxa como crise
o que d'arte pende;
mais um tolo engano
dos que há na Terra.
Mais importa a lenda
do criar infindo;
mais importa a senda
que procura o lindo,
e que nunca erra
se houver carinho.
O amor é guia,
tua fé é base;
ama e confia,
pois tudo é fase
neste teu caminho
em busca do certo.
Muito obrigado
pelo teu talento,
pelo abraço dado
com o pensamento.
Teu irmão.
Comentário em 14/10/2010:
Lembro-me vagamente. Eu estava na casa do Ricardo Movits, Cristina estava comigo. Não lembro o que conversávamos. Em dado momento, pedi a ele papel e caneta. Com certa urgência, eu diria. E escrevi. Obs: o nome do irmão então já falecido do Ricardo era Roberto.
Dois dias depois, o Ricardo responde:
Caro irmão Roberto,
Muito te agradeço
Pela inspiração;
Por esse começo
Da nova missão.
Sei que estás por perto
E por isso eu digo:
Tua luz me guia
Na minha loucura;
Rimas na poesia,
Cores na pintura;
Marcas do amigo
Que tanto te ama.
Tento registrar
Todo sentimento;
Sempre te beijar
Através do vento,
Que soprando chama
E me diz no ouvido:
Siga a busca eterna
Através da arte,
Do céu à caverna
Encontre a parte
De um mundo perdido
Nas separações.
Entre o não e o sim
Fico equilibrado,
Mas dentro de mim
Sei que estou errado,
Nas limitações
De uma idéia pura.
Pois a união
É universal.
Entre o sim e o não
Existe o real;
Parte da aventura
Que comigo guardo.
Conto com a beleza
Transmutada em paz,
Conto com a certeza
De ser sempre capaz.
Teu irmão.
Ricardo Movits
19 - 08 - 1990
ouve um pouco agora:
desta nova vida
sem lugar e hora;
desta luz querida
onde hoje ardo;
eu te falo um pouco.
Teu trabalho é belo,
teu esforço é nobre;
eu porém apelo:
tanto não se cobre,
nem se faça rouco,
use de mais calma.
Tudo tem seu tempo,
nada vem à toa;
não insista além, pois
toda ação ecoa
dentro de tu'alma,
meu querido mano.
Não se martirize,
se o que não entende
taxa como crise
o que d'arte pende;
mais um tolo engano
dos que há na Terra.
Mais importa a lenda
do criar infindo;
mais importa a senda
que procura o lindo,
e que nunca erra
se houver carinho.
O amor é guia,
tua fé é base;
ama e confia,
pois tudo é fase
neste teu caminho
em busca do certo.
Muito obrigado
pelo teu talento,
pelo abraço dado
com o pensamento.
Teu irmão.
Comentário em 14/10/2010:
Lembro-me vagamente. Eu estava na casa do Ricardo Movits, Cristina estava comigo. Não lembro o que conversávamos. Em dado momento, pedi a ele papel e caneta. Com certa urgência, eu diria. E escrevi. Obs: o nome do irmão então já falecido do Ricardo era Roberto.
Dois dias depois, o Ricardo responde:
Caro irmão Roberto,
Muito te agradeço
Pela inspiração;
Por esse começo
Da nova missão.
Sei que estás por perto
E por isso eu digo:
Tua luz me guia
Na minha loucura;
Rimas na poesia,
Cores na pintura;
Marcas do amigo
Que tanto te ama.
Tento registrar
Todo sentimento;
Sempre te beijar
Através do vento,
Que soprando chama
E me diz no ouvido:
Siga a busca eterna
Através da arte,
Do céu à caverna
Encontre a parte
De um mundo perdido
Nas separações.
Entre o não e o sim
Fico equilibrado,
Mas dentro de mim
Sei que estou errado,
Nas limitações
De uma idéia pura.
Pois a união
É universal.
Entre o sim e o não
Existe o real;
Parte da aventura
Que comigo guardo.
Conto com a beleza
Transmutada em paz,
Conto com a certeza
De ser sempre capaz.
Teu irmão.
Ricardo Movits
19 - 08 - 1990
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