Você pode pegar o chapéu que quiser
Você pode pegar o chapéu que quiser
Mas cuidado, olhe bem, pense bem o que é que você vai fazer
Você pode pegar qualquer um
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Veja bem o chapéu que você vai pegar
Fica bom, fica não, fica bom, fica não,
Você pode pegar o chapéu que quiser
A escolha é sua, errada ou certa, você é que faz
Você pega o chapéu que quiser.
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
segunda-feira, 2 de abril de 1990
Tema do chapéu
Lobos
A garota não tem saída,
A garota vai ser comida
E ninguém vai vir pra salvar!
Sou esperto e bem malandro,
Ninguém foge do meu abraço,
Eu seduzo, engano e caço.
A garota lá vem cantando
E nem sabe que vou atacar.
Que menina engraçadinha,
Que passeia assim sozinha,
Distraída e sem me ver!
A floresta é tão bonita,
Aqui mora a Natureza,
Verde ver e rever beleza,
Vem o vento e o verde agita...
(O que é mesmo que eu ia fazer?)
Acontece que eu sou um lobo
E não posso bancar o bobo,
A menina eu vou comer.
Isto aqui é uma floresta,
Lobo come menina viva,
Eu não tenho alternativa,
Me desculpem, mas só me resta
Direitinho cumprir meu dever.
Pode entrar, a floresta é bela,
O caminho é melhor por ela
E eu estou aqui pra ajudar!
Posso te proteger de tudo,
Pois conheço os mil perigos,
Todos bichos são meus amigos,
Eu serei aqui seu escudo!
(Mas depois eu vou te devorar!)
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
A garota vai ser comida
E ninguém vai vir pra salvar!
Sou esperto e bem malandro,
Ninguém foge do meu abraço,
Eu seduzo, engano e caço.
A garota lá vem cantando
E nem sabe que vou atacar.
Que menina engraçadinha,
Que passeia assim sozinha,
Distraída e sem me ver!
A floresta é tão bonita,
Aqui mora a Natureza,
Verde ver e rever beleza,
Vem o vento e o verde agita...
(O que é mesmo que eu ia fazer?)
Acontece que eu sou um lobo
E não posso bancar o bobo,
A menina eu vou comer.
Isto aqui é uma floresta,
Lobo come menina viva,
Eu não tenho alternativa,
Me desculpem, mas só me resta
Direitinho cumprir meu dever.
Pode entrar, a floresta é bela,
O caminho é melhor por ela
E eu estou aqui pra ajudar!
Posso te proteger de tudo,
Pois conheço os mil perigos,
Todos bichos são meus amigos,
Eu serei aqui seu escudo!
(Mas depois eu vou te devorar!)
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
sexta-feira, 30 de março de 1990
Chapéus
Nós somos os chapéus
Que cabem em você
Você pensa e diz que não, não, não
Você pensa e diz que sim, sim, sim
Eu sou uma menina
Que não responde ninguém mal
Eu sei ouvir conselhos
Eu me comporto e sou legal.
Eu sou uma gatinha
Bem bronzeada e atual
Eu tô sempre na praia
Sou gostosinha, sou fatal.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que é bem mais do que tú és
Não posso perder tempo
Não gosto de sujar os pés.
Eu sou uma criança
Que sempre cumpre os seus papéis
Não posso andar sozinha
E volto sempre antes das dez.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que vive a vida a sorrir
O mundo é tão belo
Felicidade está aqui.
Eu sou tão indecisa
Que nunca sei por onde ir
São tantos os caminhos
Eu não consigo decidir.
Nós somos os chapéus...
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
Que cabem em você
Você pensa e diz que não, não, não
Você pensa e diz que sim, sim, sim
Eu sou uma menina
Que não responde ninguém mal
Eu sei ouvir conselhos
Eu me comporto e sou legal.
Eu sou uma gatinha
Bem bronzeada e atual
Eu tô sempre na praia
Sou gostosinha, sou fatal.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que é bem mais do que tú és
Não posso perder tempo
Não gosto de sujar os pés.
Eu sou uma criança
Que sempre cumpre os seus papéis
Não posso andar sozinha
E volto sempre antes das dez.
Nós somos os chapéus...
Eu sou uma menina
Que vive a vida a sorrir
O mundo é tão belo
Felicidade está aqui.
Eu sou tão indecisa
Que nunca sei por onde ir
São tantos os caminhos
Eu não consigo decidir.
Nós somos os chapéus...
Composta (música e letra) no Rio de Janeiro para a peça teatral "Em quem cabe o chapéu?", criação coletiva do grupo "Conta que Faz de Conta", direção Marco Polo.
quinta-feira, 20 de outubro de 1988
Querida maninha:
É difícil começar esta carta, pois não existem muitas palavras na língua humana pra dizer seja o que for. Outro ano passa, e a vontade é te olhar, sorrir, e te dar um abraço. As palavras, mais que desnecessárias, são inúteis. Estamos caminhando juntos - nós e todas as pessoas que nos cercam. Pouca diferença faz quem caminhou mais ou quem entrou na estrada primeiro. O tempo é psicológico, abstrato, e sua faceta mais importante chama-se oportunidade. Esta, sim, deve ser comemorada. Por ela faz sentido seus amigos alegrarem-se e te dizerem: parabéns! Mais uma oportunidade bem aproveitada; felicidades te desejamos em mais uma prova que surge! E continuamos, todos, caminhando juntos, aniversariando diariamente, vivendo anos em cada segundo bem vivido, e crescendo largamente em cada proveito para os outros que tiramos de nossas próprias experiências. Viver é se expandir, tentar é aprender, acertar é se vencer! E que Deus aceite nosso agradecimento pela dimensão tempo, que nos permite avançar e repetir se for preciso.
Feliz aniversário para todos nós, para todos aqueles que começaram mais um dia, para todos os que deram mais um passo. Viva a vida!
Um beijo!
Flávio
(carta enviada à minha amiga Adriana, de Belo Horizonte)
Feliz aniversário para todos nós, para todos aqueles que começaram mais um dia, para todos os que deram mais um passo. Viva a vida!
Um beijo!
Flávio
(carta enviada à minha amiga Adriana, de Belo Horizonte)
sexta-feira, 20 de maio de 1988
Peito moleque
Nesse meu peito moleque
Escondido tenho um leque
De aventuras colossais
Minha pele é quase "black"
Sou zagueiro e sou beque
E muito mais
Quando o samba vira breque
Reco-reco reco-reque
Pois é tudo carnaval
E sem mais salamaleque
Beijo o copo e a mulher, que
Eu sou normal
Mas você fica tristonha
Molha e salga sua fronha
Diz que tá tudo ruim
Se viajo a serviço
Me acusa de sumiço
E - ai de mim!
Meu amor, por mais que eu peque
Seu olhar me dá um xeque
E eu volto à razão
Diga ao seu pranto que seque
Que, no fundo, o meu pileque
É de paixão.
Composta (letra e música) em João Pessoa/PB, para o sambista João Nogueira, durante turnê que fiz com ele pelo país.
Escondido tenho um leque
De aventuras colossais
Minha pele é quase "black"
Sou zagueiro e sou beque
E muito mais
Quando o samba vira breque
Reco-reco reco-reque
Pois é tudo carnaval
E sem mais salamaleque
Beijo o copo e a mulher, que
Eu sou normal
Mas você fica tristonha
Molha e salga sua fronha
Diz que tá tudo ruim
Se viajo a serviço
Me acusa de sumiço
E - ai de mim!
Meu amor, por mais que eu peque
Seu olhar me dá um xeque
E eu volto à razão
Diga ao seu pranto que seque
Que, no fundo, o meu pileque
É de paixão.
Composta (letra e música) em João Pessoa/PB, para o sambista João Nogueira, durante turnê que fiz com ele pelo país.
domingo, 16 de agosto de 1987
Anjo elétrico
Alma que toca minh'alma
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
Vazão de enérgico ímã
Página iluminada
No livro da minha rotina
Face do meu lado sonho
Razão do meu sono tranquilo
Anjo elétrico lindo
Gerando mil quilos de luz (!)
Beijo que sinto sem toque
Tensão que se torna agradável
Pérola viva no peito
Paixão que é quase palpável.
sexta-feira, 22 de maio de 1987
Rapto mútuo
São seis e meia, e já é noite caída.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
Olho pra vida, doce murmúrio da aura,
e ela é cheia de corações, colorida,
como invadida de um afã que restaura.
Deito na cama, traço uma carta comprida;
de tão sentida, toca meu mais que profundo.
Meu eu te ama, linda, suave, florida,
minha querida, com todo o amor do meu mundo.
Nesses momentos, não sei se estou ao teu lado
por um translado de verdadeira viagem
- vai pelos ventos o perispírito alado -,
ou se vem cedo tua visita-imagem:
mais que miragem, um rapto mútuo amado;
mais que brinquedo, uma torrente sem margem!
Gravada no LP Luz do Ar, em dezembro/1989.
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