Eu sou a sua vertigem,
Aquela fuligem
Que tira a visão.
Fui feita à sua imagem,
Sou sua bagagem,
Seu peso de mão.
Vejo seus olhos vermelhos,
Que pelos espelhos
Nos buscam em vão.
Sou sua paixão delirante,
Seu carma brilhante,
Sua perdição.
Mas sou também a fogueira
Que abre a clareira
Meio à cerração.
Um dom que concentra vapores,
Emite calores
E grita emoção.
Sou seu amor que fervilha,
Sou como uma filha,
Sou uma canção.
Sou quem faz criar a alegria,
Sou a poesia,
Sua salvação.
segunda-feira, 25 de abril de 1983
segunda-feira, 24 de janeiro de 1983
Eu e todos somos um; logo, a maior parte de mim são os outros.
segunda-feira, 17 de janeiro de 1983
Hininho
É dia de festa
Porque estou
Cheio de amigos em volta
É dia de folga
E hoje eu sou
Dono do riso que resta
É roda cantada,
Esporte e cor
Tudo com muita alegria
E nessa magia
O computador
É o maior camarada
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta como Hino da Colônia de Férias da Telestar, da qual fui monitor.
Porque estou
Cheio de amigos em volta
É dia de folga
E hoje eu sou
Dono do riso que resta
É roda cantada,
Esporte e cor
Tudo com muita alegria
E nessa magia
O computador
É o maior camarada
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta como Hino da Colônia de Férias da Telestar, da qual fui monitor.
sexta-feira, 24 de dezembro de 1982
A gente OPA
A gente OPA se encontra em Brasília
Nosso céu é azul
Tudo aqui é azul
Tudo é verde azul sonhar
Vem provar deste céu
Vem dançar neste céu
Vem pintar este céu de paz
Vem co' a gente, irmão
Entre nessa oração
Pise forte no chão de amor
Traz o seu bandolim
Seu sorriso e, enfim,
Um bocadinho pra mim do amor
Vem conosco sentir
Como é fácil sorrir
Respirar fundo e sonhar
Vamos fotografar
Poetar e cantar
Canção da vida solta no ar
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta para o Encontro Nacional do movimento OPA (Oração Pela Arte) que foi realizado em Brasília em janeiro/83.
A primeira frase (aqui usada como refrão) foi o slogan do Encontro.
O 3º e o 6º verso de cada estrofe foram retirados (às vezes com mínimas adaptações) de músicas de membros do movimento.
Nosso céu é azul
Tudo aqui é azul
Tudo é verde azul sonhar
Vem provar deste céu
Vem dançar neste céu
Vem pintar este céu de paz
Vem co' a gente, irmão
Entre nessa oração
Pise forte no chão de amor
Traz o seu bandolim
Seu sorriso e, enfim,
Um bocadinho pra mim do amor
Vem conosco sentir
Como é fácil sorrir
Respirar fundo e sonhar
Vamos fotografar
Poetar e cantar
Canção da vida solta no ar
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta para o Encontro Nacional do movimento OPA (Oração Pela Arte) que foi realizado em Brasília em janeiro/83.
A primeira frase (aqui usada como refrão) foi o slogan do Encontro.
O 3º e o 6º verso de cada estrofe foram retirados (às vezes com mínimas adaptações) de músicas de membros do movimento.
domingo, 12 de setembro de 1982
Compositor
Eu não sou ninguém melhor do que ninguém
Só porque me chamam de compositor;
Eu apenas recupero a mensagem,
A traduzo, codifico e dou a cor.
Eu recanto o que ouço tão baixinho
E ensino a multidão a ouvir também;
Aprendi que não há música no mundo
Que não possa ser ouvida por alguém.
Letra e música de Flávio Fonseca
Só porque me chamam de compositor;
Eu apenas recupero a mensagem,
A traduzo, codifico e dou a cor.
Eu recanto o que ouço tão baixinho
E ensino a multidão a ouvir também;
Aprendi que não há música no mundo
Que não possa ser ouvida por alguém.
Letra e música de Flávio Fonseca
sexta-feira, 3 de setembro de 1982
A vontade de te ver aumenta cada vez mais e, não sei por que capricho da psicologia, já se me afigura como uma saudade. É como se já nos conhecêssemos pessoalmente, e eu estivesse sentindo falta da tua presença. Rever o não visto - só mesmo em poesia se entende isto.
(Extraído de uma carta para a amiga por correspondência Rosana, que nunca cheguei a encontrar pesoalmente.)
(Extraído de uma carta para a amiga por correspondência Rosana, que nunca cheguei a encontrar pesoalmente.)
segunda-feira, 19 de julho de 1982
Pro papai e pra mamãe, do Rodrigo
Mamãe,
Eu queria saber falar
Dessas coisas do coração
Eu queria poder mostrar
Toda a minha emoção.
Sou feliz simplesmente
Porque sou seu neném.
Você que me entende,
Me ensina, me chama,
Diz que sou teu dono,
Você, minha ama,
E, na hora do sono,
Teu colo é minha cama.
Papai,
Se eu tivesse que escolher
Eu queria nascer assim:
Sendo o filho que quis ter,
Tendo você para mim.
Cada tanto que cresço,
Você cresce também.
E eu lhe agradeço
Em tudo que digo,
Por tudo que devo,
Obrigado, amigo.
E embaixo escrevo:
Assinado — Rodrigo.
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta por ocasião do nascimento do filho do meu amigo Carlos Bivar.
Eu queria saber falar
Dessas coisas do coração
Eu queria poder mostrar
Toda a minha emoção.
Sou feliz simplesmente
Porque sou seu neném.
Você que me entende,
Me ensina, me chama,
Diz que sou teu dono,
Você, minha ama,
E, na hora do sono,
Teu colo é minha cama.
Papai,
Se eu tivesse que escolher
Eu queria nascer assim:
Sendo o filho que quis ter,
Tendo você para mim.
Cada tanto que cresço,
Você cresce também.
E eu lhe agradeço
Em tudo que digo,
Por tudo que devo,
Obrigado, amigo.
E embaixo escrevo:
Assinado — Rodrigo.
Letra e música de Flávio Fonseca
Composta por ocasião do nascimento do filho do meu amigo Carlos Bivar.
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